terça-feira, 28 de outubro de 2014

Campo Grande-MS - Volta das Nações 12/10/2014



Sabe quando você vai a um lugar sem a mínima noção do que encontrará?
Foi assim comigo em Campo Grande.

Quando se pensa em Mato Grosso do Sul a primeira (e talvez única) coisa que vem à cabeça das pessoas é Bonito e o Pantanal.
Tanto é assim que a grande maioria dos turistas já sai do aeroporto direto para esses locais, de carro alugado ou com as agências. 

No meu caso, claro que, com a programação acertada de correr na capital de MS, arranjei uma semaninha de férias para também conhecer esses dois locais tão famosos.

A prova em Campo Grande para cumprir minha etapa do “Projeto Conhecendo Correndo as Capitais do Brasil” não poderia ser outra: Volta das Nações (http://www.voltadasnacoes.ms.sesi.org.br/)

Eu já tinha lido sobre ela. Já foi a corrida de rua com maior número de inscritos no país e hoje continua grande (só perdendo para a São Silvestre). Nessa 6ª. edição teve 26,4 mil inscritos!

Por que tanta gente? Bem, pode ser porque a prova é de graça, pode ser porque tem um sorteio de um carro. O fato é que a grandíssima maioria participa mesmo é da caminhada de 7km e da corrida de 10. Poucos são os participantes da meia maratona.

Pudera! O percurso é puxado, com muitas subidas, a largada é tarde, o que só piora a dificuldade porque o calor cobra o preço.
Com tanta gente envolvida, a entrega do kit estava tranqüila. Mas acho que àquela hora (2 da tarde), nos 37/38oC que estavam fazendo, não seria mesmo o horário ideal para alguém sair de casa em busca do kit...

Bom para mim e os corredores “quenianos” que conhecei no aeroporto e com os quais fui direto ao Centro de Convenções Albano Franco, Samuel e Everton.


Com Everton e Samuel




De manhã a concentração de gente era grande no local da largada, que estava prevista para às 7:25h (!) para o pelotão geral dos 21 e 10km.

Cheguei meia hora antes, crente que teria tempo suficiente para aquecer e tirar fotos, quando de repente ouvi o locutor dizendo que a largada feminina seria dali a poucos minutos.

Como assim ???

Só deu tempo de entrar no meio da mulherada e sair correndo.


Largada feminina da meia maratona

Não tenho do que reclamar da organização da prova em relação ao percurso.
Água a cada 2,5km, trânsito bem organizado, gel de carboidrato, staffs sempre dando força.
Mas a largada ser às 7:25h é uma maldade com o corredor!

Muuuito quente! E olha que eu sou do Ceará! Além de quente, não tem um vento pra amenizar.




A combinação desses fatores fez com que a 6ª. Volta das Nações entrasse para a história das corridas de rua do Brasil com uma triste estatística: 2 pessoas mortas.

Isso mesmo. Tive a infelicidade de passar, no km 20 pelo pequeno enxame de ambulância e gente e ainda presenciar os médicos aplicando massagem cardíaca no corredor de 30 anos que logo depois soube ter falecido ali mesmo.

O outro falecimento foi de um senhor de 67 anos que também teve uma parada cardíaca durante a prova, foi socorrido e, depois de passar  duas semanas no hospital, finalmente veio a falecer também. Triste.

A premiação da meia maratona foi um capítulo à parte e a confusão foi grande.
Dois atletas foram desclassificados (entre eles o Samuel) por não terem corrido com a camisa da prova. Tudo bem, regulamento é regulamento mas..... Me poupe!


Mais um 21. 15a. capital cumprida
 
No mais, a concentração depois da prova, no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco é um verdadeiro “calor humano” àquela hora do dia, todos juntos e misturados esperando pelo sorteio do carro.


Multidão à espera do sorteio do carro

Infelizmente não fui eu quem ganhou e ainda fiquei um tempo vendo a premiação mas àquela hora (quase meio dia!), depois de correr 21km, com fome e calor, desisti e fui pro hotel. 

E então, minha curtição de Campo Grande, a chamada “Cidade Morena” (devido a cor da terra ser avermelhada), com suas ruas largas e arborizadas resumiu-se ao delicioso rodízio de peixes no restaurante  “Casa do Peixe” (adorei o Pintado e a costela de Pacu) e ao Parque das Nações Indígenas que ficava pertinho do hotel  e ao qual fui a primeira vez logo no sábado à tardinha.
Como sempre faço, perguntei no hotel se era perigoso eu ir caminhando sozinha. Me disseram que a cidade era tranqüila, que eu não tivesse medo pois o máximo que iria encontrar seriam capivaras. Claro que achei que estivessem brincando.
Pois foi só atravessar a rua e olha com o que eu me deparo!



Claro que elas não ficam no meio das ruas, mas como no parque existem muitas, vez por outras dão uma saidinha pra "desopilar".

O Parque das Nações Indígenas é enorme!
Bem cuidado, com lago, museu, quadras, concha acústica e pista para correr e pedalar à vontade.



Pôr do sol no Parque das Nações Indígenas

Mas o que me impressionou foram as cigarras e seu canto ensurdecedor. Para quem só as conhecia através da fábula e da música da Simone, foi com curiosidade que ouvi seu canto e vi seu exoesqueleto pregado nas árvores, descobrindo assim que ela passa por uma metamorfose. Correndo o Mundo e aprendendo....
Um vídeo excelente para quem se interessar: http://www.youtube.com/watch?v=0JJz36rSob0 


video
                          E um vídeo feito por mim do canto da cigarra. "Si, si, si, si, si, si, si,si"

Outra coisa que vi no parque foi o povo tomando “chimarrão”. Achei que fosse um gaúcho maluco bebendo chá quente naquele calorão, mas depois fiquei sabendo que, apesar da bebida ser parecida, os sul-mato-grossenses a bebem com água gelada e, no lugar da cuia, um copo de alumínio. E se chama "tereré".
Correndo o Mundo e aprendendo (2)....


Valeu demais Campo Grande!






A próxima etapa será Maceió-AL, mas antes, uma passadinha rápida por Bonito e o Pantanal sul-mato-grossense no próximo blog.

Dicas para quem vai:
Hotel Ibis Budget: hotel bom e a poucos metro da largada/chegada da prova.
Restaurante Casa do Peixe: http://casadopeixe.com.br/


Mais fotos:

Centro de Convenções Albano Franco - entrega do kit

Pelotão da geral aguardando a largada

"onde está a Lia?"

Pelotão dos quenianos


Movimento do sábado à tarde no Parque das Nações

Os exoesqueletos das cigarras grudados na árvore
E aqui, dois que eu peguei pra ver de perto

Monumento ao Índio no Parque das Nações Indígenas

Monumento em homenagem aos índios Guaicurus

Mais um entardecer no Parque das Nações

Bye capivaras!

5 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo Lia... venha correr conosco em janeiro. Abraços
Daniele

Anônimo disse...

Estamos esperando por você Lia Campos, foi um prazer te conhecer!!!!!!!!
Jackelyne Rocha

Anônimo disse...

Muito show Lia Campos. Parabéns pelo Blog.
Everton

Anônimo disse...

belissimo artigo Lia Campos
Samuel Ribeiro

Anônimo disse...

Adorei, Lia! Curtindo e aprendendo!
Ana Célia