domingo, 30 de dezembro de 2012

FELIZ 2013!!!!!!!!!!!!!!!








“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra adiante vai ser diferente…
.
… para você,
desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
.
Para você,
desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
.
Gostaria de lhe
desejar tantas coisas
mas nada seria suficiente…
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada
minuto, rumo a sua felicidade!!!”
Carlos Drummond de Andrade



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal Luz Gramado 2012


Destino cada vez mais procurado nesta época do ano, Gramado, com seu Natal Luz é muito bonito, principalmente para as crianças.

Muita programação pra fazer. Tanto em Gramado, como em Canela, quanto nas cidades vizinhas, como Bento Gonçalves e Nova Petrópolis.

Passamos 7 dias de novembro hospedados na Pousada Volta ao Mundo em Canela e, durante esse tempo, que de início parecia ser longo, não paramos um só minuto.

Aldeia do Papai Noel, Mini Mundo, Mundo a Vapor, Parque do Caracol, Parque Florybal, passeio de Maria Fumaça em Bento Gonçalves.... São 1001 atrações!

A cidade, lindamente decorada para as festas, fica lotada de turistas. E, como não poderia deixar de ser, tudo é muito caro.

Fazer parte do movimento da “rua coberta”, apreciar o acendimento diário das luzes e assistir aos espetáculos que fazem parte da programação do Natal Luz, como o Desfile de Natal e o show no Lago Joaquina, Nativitaten,  são programas imperdíveis.

A festa é feita para os turistas e por isso, fica longe da espontaneidade vista e sentida por mim na Oktoberfest. É bem comercial mesmo. Mas é bonita de se ver e as crianças ficam deslumbradas.

Dessa vez a corrida ficou de fora, apesar de no mesmo final de semana ter acontecido uma meia maratona em Porto Alegre. Mas como ficava meio longe pra ir, contentei-me com dois dias de treino nas ladeiras da estrada do caracol, pertinho do hotel onde estávamos hospedados.

As fotos contam o passeio inesquecível:

   Aldeia do Papai Noel

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Final do Calendário 2012 em Fortaleza


Encerrado o calendário de corridas de rua em Fortaleza.

2012 foi recheado de provas e, como grande lacuna, ficou a ausência da UNIFOR.

Não se sabe ao certo, mas o comentado é que não aconteceu em 2012 em razão do aniversário da universidade em 2013 e que por isso o evento esportivo foi adiado para o 1º. semestre do próximo ano a fim de fazer parte das comemorações. A data da prova ainda é aguardada.

Como encerramento de calendário, no lugar da prova da UNIFOR, tivemos duas pequenas corridas. Uma em Maranguape, a Corrida do Rosário e a outra aqui em Fortaleza mesmo, a 1ª. Corrida Nossa Senhora Aparecida, da qual participei.

Bem, na verdade fui pra participar, mas por não estar me sentindo bem, fiquei na platéia.

A corrida foi beeeem simples. Uma “corrida de bairro”, digamos assim.

Organizada por pessoas do bairro, com patrocinadores do bairro, havia pouquíssimos corredores e tudo correu (literalmente) na base da simplicidade, com tropeços comuns nesse tipo de prova.

Já antes da largada, a entrega da camiseta com o número de peito foi super confusa. Felizmente tinha pouca gente e mesmo as pessoas presentes não estavam lá muito preocupadas com essa desorganização. A ordem era participar e curtir.

Depois que conseguiram entregar o número de todos, finalmente foi dada a largada para os 5km, 20 minutos após o previsto, quase 8 horas, sol forte.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

7a. Corrida das Luzes - 2012


Nessa 4a. feira, dia 12 de dezembro, mais uma vez os corredores de Fortaleza encontraram-se à noite  para uma corrida que já está virando tradição na cidade: a Corrida das Luzes.

Na sua 7a. edição, uma brincadeira nascida entre 8 amigos que se  uniram com o objetivo de percorrer à noite os principais pontos de Fortaleza para apreciar a decoração natalina da cidade  e para se confraternizar, cresce a cada ano.

A organização continua sendo feita pelos mesmos amigos, que, além de providenciarem gorros de papai noel para os corredores, disponibilizam água e uma bandinha tocando músicas de natal que “aparece” em 4 pontos ao longo do percurso de pouco mais de 11 km. Tudo isso totalmente gratuito.

Os atletas começaram a chegar cedo no Posto Cauípe, local da largada. Várias assessorias, grupos animados, muitos vestindo camisetas vermelhas para dar o “clima” natalino e quase todos com seus gorros na cabeça.



Concentração no Posto Cauípe

domingo, 9 de dezembro de 2012

O treino solitário da corredora "inca"


Esta foto estava guardada desde maio deste ano, esperando por um post.

Chegou a hora.




Depois de participar da Meia Maratona de Lima, em maio, estava eu em um trem, rumo a Machu Picchu, apreciando pela janela a linda paisagem, quando, de repente, me chama atenção pelas trilhas incas da montanha, uma mulher correndo.

Não era “só” correndo. Mais do que isso, ela estava treinando. Treinando sim. Shorts de corrida, tênis, top e boné. A foto não está tão boa, mas lá da minha janela do trem deu para perceber claramente.

Claro que os demais passageiros do meu vagão nem se deram conta da corredora solitária.
Quer dizer, alguns deram sim. Havia um grupo de brasileiros bem animados que logo no início da viagem identifiquei como corredores. Como? Simples. Corredor sempre tem um relógio próprio, quase sempre (principalmente os que acabaram de participar de uma prova e esses muito provavelmente tinham corrido em Lima) vestem camisetas de corridas e, aqui acolá, falam de um treino, uma prova, etc.

Pois bem, os outros corredores, assim como eu, perceberam a mulher na montanha. Assim como eu, foram todos para o lado da janela que proporcionava aquela visão. Assim como eu, ficaram eufóricos com ela, comentando entre si e, assim como eu, sacaram de suas câmeras fotográficas para imortalizar o momento, que, com certeza, ficaria na memória deles como mais uma das maravilhas do mundo, além da que estávamos a caminho de ver.

Eu notei todo aquele movimento e voltei-me rápido para ver a corredora desaparecer do meu campo de visão, imaginando o quão espetacular deveria estar sendo aquele treino solitário, no meio do vale sagrado, percorrendo a famosa trilha inca. Somente ela. Ela, as montanhas, o rio Urubamba e o silêncio.

Poderia haver um treino mais espetacular?



domingo, 2 de dezembro de 2012

A Primeira corrida a gente nunca esquece - 5a Corrida O Povo


Quem segue esse blog deve estar achando o título bem inusitado, afinal, a “dona” do blog já escreve com tanta propriedade sobre inúmeras corridas pelo mundo afora que essa corrida do jornal O Povo jamais poderia ser sua primeira.
Mas foi a 1a do seu irmão caçula que tem a honra de escrever no "Correndo o Mundo".
Vou ser sincero logo de início. Nunca fui muito fã de atividades esportivas. O único esporte que gostei foi voleibol, mas minha carreira foi destruída por um acidente leve no meu punho. Desde então tive medo de voltar a pegar na bola.
Na nossa família a Lia sempre foi a mais atleta. Desde pequena com a natação, seguindo para as corridas, ela continuou sendo uma fonte de inspiração para o resto de nós.
Para mim, o esporte só voltou a acontecer de novo com a malhação de academia que continuo fazendo nos últimos 10 anos. Tentei por várias vezes entrar de vez num esporte aeróbico, mas sempre deixei de lado.
Tanto a natação, como a bicicleta e a corrida me passavam uma imagem muito solitária, triste e tediosa. Na academia, pelo menos existe um ambiente de socialização que não parecia ocorrer nas práticas de corrida, por exemplo.
Recentemente li sobre um estudo da Dinamarca que acompanhou 20.000 pessoas por 26 anos, homens e mulheres de várias idades, e notou que as pessoas que correm de 1 a 2,5 horas/semana vivem em média cerca de 6 anos a mais do que as sedentárias. Esse foi o estopim para eu começar a correr!
Há 11 anos moro fora e tenho visto o crescimento viral das corridas no Brasil. Mesmo numa cidade como Fortaleza, que tem um clima difícil para esse esporte, é interessante notar como amigos que nunca tiveram muita afeição pela atividade física estão totalmente envolvidos com o ato de correr.
Disse à Lia que estava correndo 3 vezes por semana nos últimos 2 meses e claro que minha irmã ficou toda empolgada. Decidi fazer uma visita rápida em Fortaleza, e ao chegar, ela me informou que teria a corrida do jornal O Povo no sábado à noite. Fiquei meio ressabiado, pois estava de férias e uma corrida num sábado à noite é pura covardia.
Minha outra irmã também disse que iria. Acabei me animando e confirmei a participação na primeira corrida da minha vida aos 37 anos de idade.
Ao chegar de moto, minha primeira impressão foi das melhores. Inúmeros carros estacionados no acostamento da avenida que leva ao aeroporto de Fortaleza, várias tendas e muita música pra animar os participantes. A Lia me ensinou como colocar o chip no tênis e nos preparamos para o começo.


Todo empolgado...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

4a. Meia Maratona de Natal-RN - 10/11/2012


Esse fim de semana,  exatamente no dia 10 de outubro, risquei mais uma prova da minha listinha de sonhos: a Meia Maratona de Natal.
Ano passado, as pessoas conhecidas que foram a essa corrida não voltaram falando bem devido às muitas falhas na organização, como atraso na largada, trânsito desorganizado, falta de premiação e outras. Eu tinha até decidido só participar quando a organização melhorasse e, principalmente, quando colocassem o percurso totalmente na via costeira, o que aconteceu este ano.
Vendo tantos amigos já inscritos, resolvi ir quase de última hora. Pertinho de Fortaleza, dava pra fazer um bate/volta sem problema e foi assim que fiz.
Hospedada em Ponta Negra, próximo ao local da largada, no sábado pela manhã fui pegar o kit na loja Centauro, no shopping  MidWay. Havia fila para quem fosse correr as distâncias de 5 e 10km, mas a fila dos 21km estava tranqüila. Aliás, só tinha cearense!
Kit na mão, camisa legal, tive que me contentar em voltar pro hotel, almoçar e esperar o horário da largada, para a qual fui caminhando com Wilkie, já no aquecimento.




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

20º Caprius Cross - 02/11/2012


No começo da minha “carreira” de corredora, participei de duas Caprius Cross. Prova sempre pesada, puxada, difícil, com dunas e areia frouxa.
Como gosto mais de correr no asfalto, abandonei as provas que não fossem em rua, mas esse ano, meio enjoada das corridas em Fortaleza sempre nos mesmos percursos, decidi voltar a fazer uma Caprius Cross, exatamente  por ser diferente.
Com três provas ao longo do ano, as duas primeiras etapas, por acontecerem em meses de chuva, têm o percurso com bastante lama, água e areia encharcada. Queria uma prova diferente, mas nem tanto... Não gosto de correr em lama nem de ficar com tênis molhado.
Portanto, esperei pela última etapa e dia 2 de novembro, no feriado de finados, cheguei no Sabiaguaba com o sol já forte.
Poucas pessoas presentes, mas quase todas conhecida, em um clima maravilhoso de amizade que a corrida de rua proporciona.


Amigos

terça-feira, 30 de outubro de 2012

29a. Oktoberfest 2012 - Blumenau-SC


Mesmo para quem não gosta de cerveja, eu garanto: a Oktoberfest é sensacional.
Animação, organização, segurança, diversão.
A 29ª. Oktoberfest aconteceu esse ano do dia 10 ao dia 28 de outubro.



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Meia Maratona de Pomerode - SC (28/10/2012)


A Meia Maratona de Pomerode, em Santa Catarina, está na lista das 20 provas imperdíveis pelo Brasil da Revista Contra Relógio, por ser uma prova diferente, realizada na “cidade mais alemã do Brasil”.




terça-feira, 2 de outubro de 2012

Circuito SESC - De volta a Iguatu e Orós (30/9/2012)


Mais uma vez em Iguatu e Orós, levada pelo Circuito de Corridas SESC.
Dessa vez, além do Wilkie, “carreguei” comigo meus pais, filhos e tia. Minha mãe, que há anos não voltava à terra natal, teve a oportunidade de regressar puxada por uma corrida de rua. Quem diria!
A programação, como no ano passado, começou pela cidade de Orós e seu açude.  Pegamos o barquinho para atravessar alguns metros do açude, até a ilha onde se situa o Hotel  Encanto das Águas, sendo recebidos pela D. Lourdes e sua bandinha de forró.


Chegando no Encanto das Águas

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Corredor é mais feliz?


A maioria dos corredores já caiu um dia no meio de um treino. Ou não?
Eu, pelo menos, já.
E hoje, se minhas contas estão certas, foi a terceira queda nessa minha carreira (de corredora).
Lembro de uma, na Corrida do Iguatemi, pelas trilhas do Parque do Cocó, que acabei tendo que receber atendimento dos paramédicos da prova que limparam meus arranhões nas mãos e joelhos. Lembro de uma vez, treinando em plena ciclovia da Washington Soares, horário de pico, engarrafamento e eu simplesmente tropecei no chão, me ralando toda, mais uma vez. Eita vergonha!
Desde então, sempre procuro prestar atenção por onde piso e levantar bem o pé do chão ao dar as passadas.
Claro que topei outras vezes. Muitas. Mas sempre consigo sair patinando pra escapar da queda.
Hoje não deu pra patinar.
Sempre corro entrando muito com o calcanhar, o que já me trouxe pelo menos 3 lesões nessa região. Desde a última, cismei que tenho que corrigir essa pisada. Mas é muito difícil! Tentei  correr descalça, tentei educativos, tênis mínimos, mas continuo com o calcanhar batendo forte no chão.
Outro dia, no Cocó, conversando sobre isso com um dos meus amigos quenianos que costuma treinar por lá, ouvi a dica: “Lia, seu problema é que você corre com os passinhos muito pequenos. Tenta dar passos mais largos que naturalmente você muda sua pisada”. Ah, é? Então tá.
Hoje, treinando de novo na WS, observei que lá estavam meus calcanhares recebendo todo o impacto na aterrissagem. Foi quando me lembrei do conselho do meu amigo e decidi tentar correr, se não  igual, pelo menos parecido com  ele: passos largos, elegância.
Já no segundo passo,  tropecei no vento e saí patinando, tentando evitar o pior. Não teve jeito. Dessa vez me esborrachei legal, em plena hora do rush matinal da WS. Me levantei e vi que não tinha quebrado nada (nem o relógio, como da última vez) e, sentindo a perna e as mãos ardendo dos arranhões, mantive a pose e continuei correndo como se nada tivesse acontecido. Logo as mãos pararam de arder, mas o joelho continuou doendo e, como eu ainda tinha meia hora de treino e não queria parar, achei melhor nem olhar pra ele.
No final do treino fui ver o estrago: mãos levemente arranhadas. Perna um pouco pior.


Resultado do estrago

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Maratona Pro Adidas - Rio de Janeiro (9/set/2012)


Eu juro, JURO que programei meu feriadão do 7 de setembro no Rio de Janeiro sem pensar em fazer nenhuma corrida.  A idéia partiu do meu pai e eu logo me animei, pois fazia 2 anos que não ia ao Rio.
Com a passagem comprada e o hotel reservado, resolvi dar uma olhada no calendário de corridas de rua carioca. Quem sabe....
Bingo! Maratona Pro Adidas para o dia 9 de setembro. É essa mesmo!

A prova, que seria realizada pela primeira vez, tinha três opções para inscrição: 14, 28 e 42k, a principal.
O percurso consistia em uma volta de 14km, que iniciava em frente ao Monumento dos Pracinhas, no Flamengo, prosseguia, sempre beirando o mar, em direção ao Aeroporto Santos Dumont, fazendo o retorno pro Flamengo.
Quem fosse fazer os 14k, daria uma volta, os 28k, duas voltas e as 3 voltas seriam dadas pelos maratonistas.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

10 Milhas Garoto - Vitória-ES (2 setembro 2012)


Desde que me entendo por gente como corredora, que a prova 10 Milhas Garoto tem estado na minha lista de consumo. Por não conhecer Vitória, por achar que deveria ser show correr sobre a ponte que sempre ilustra a corrida ou talvez pelo meu lado chocólatra que imaginava um kit com toneladas de chocolates e postos de água com “nescau” em caixa gelado e bombons à vontade, sempre quis correr essa prova.

Finalmente 2012 seria o ano das minhas 10 Milhas em Vitória-ES e para tal me programei, chegando na capital capixaba no sábado e indo do aeroporto direto pegar o kit da prova em Vila Velha, a antiga capital do Estado, local da fábrica de chocolates Garoto.


Corredora curitibana conhecida no voo - campeã master em provas de pista

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Lesão - E agora?



Início do treino hoje pela manhã, fui parada pra uma rápida conversa com uma amiga corredora. Assunto: lesão.
De "molho" desde fevereiro,  relatou rapidamente a via crucis que todos sabemos de cor: fisioterapia, fortalecimento muscular, etc, etc.
Mas nada é tão ruim quanto ficar sem correr! Eu, pelo menos, sempre que estou lesionada entro em depressão pensando que ficarei impossibilitada pra sempre de fazer meus treinos. Drama... :))
Felizmente, depois de um tempo com lesões recorrentes, estou em uma fase tranqüila, onde vez por outra sinto algum incômodo que logo desaparece.
Lembrei então desse texto escrito na época da minha última lesão mais séria que me tirou das ruas por um tempo, e publicado no blog Tempo de Correr.
Transcrevo-o:
Síndrome da banda íleotibial, fascite plantar, canelite, distensão muscular, tendinopatia dos glúteos (“bundite”, como vi  uma corredora chamando em uma comunidade de corrida. Nada mais adequado!), tendinite no calcâneo (popular  tendão de Aquiles) e por aí vai…
Qual corredor (a) que nunca teve uma lesão?  Poucos devem ter tido essa sorte. Excesso de treino e falta de fortalecimento muscular são as maiores razões para esse tipo de problema que costuma deixar a criatura nervosa, inquieta, às beiras de ter uma crise de abstinência por falta de corrida.
Existem as exceções, ou os privilegiados,  como eu prefiro chamá-los.
Den Karnazes ficou conhecido mundialmente pelo feito de ter corrido 50 maratonas em 50 dias. Muito? E o que dizer do belga Stefaan Engels, que recentemente completou 365 maratonas no espaço de 365 dias? Nessa semana passou por Fortaleza o Ultraman Carlos Dias, que vem correndo o perímetro do Brasil (18 mil km), desafio que espera concluir no período de 1 ano . Privilegiados sim. Exceções à regra, abençoados geneticamente, que me deixam salivando de inveja (no bom e saudável sentido).
Mas nós, simples mortais, vez por outra ficamos “no molho” por conta de uma lesão.
Eu, por exemplo, com quase 7 anos de corrida, estou passando pela minha penosa  e lenta (mais lenta que penosa, é verdade. Ou bastante penosa pelo fato de me privar do meu vício) parada para recuperar de lesão (devidamente catalogadas em um grande saco onde se lê: EXAMES PERNAS LIA). A quinta.  A da vez tem o pomposo nome de “edema no talus”. Você sabe onde fica seu talus, corredor (a)?  Eu não sabia nem que tinha um!
Nesse processo, a procura de médico, a busca de informação na internet, a conversa com amigos experientes e ex-lesionados. Tudo em busca de uma “solução” para o problema. Solução essa que, claro, seria me colocar o mais rápido possível de volta ao asfalto. Procuro uma mágica por todos os lados. Mas não dá! Alguns costumam conviver com a dor, esperar até o momento de não mais suportá-la pra procurar um médico, o que, na grande maioria das vezes, evolui para um problema mais sério e conseqüente tempo maior parado.
Eu costumo, ao primeiro sinal de dor, procurar um ortopedista.  Choro, discuto, faço beicinho, exploro todas as possibilidades de me tratar sem parar de correr, mas, por medo de “me quebrar” de vez, acabo obedecendo o que me mandam fazer (tá certo! Nem tudo…). Uma vez um médico me disse: “não mando nunca vocês corredores pararem de vez com o treino. Não adianta. Vocês não obedecem nunca!”. Achei interessante e engraçado. Ele falou um “VOCÊS corredores” como se não fizéssemos parte da espécie humana. Ô racinha teimosa e viciada, essa!
Mas eu obedeço, doutor. Fico resignada, murchinha, triste. Tá certo que, depois de liberada pra correr no MÁXIMO  5km, em 1 semana já estou  me atrevendo a dobrar a distância… Incapacitada, aleijada, encontro os amigos no final dos treinos, das provas, pra conversar sobre corrida, respirar a atmosfera  gostosa desse esporte. Até corrida pedalando minha bicicleta eu já acompanhei,  enquanto todos batiam  seus saudáveis “talus” bem firmes no asfalto.  Só pra ”matar o verme”.
É isso. Temos que nos resignar, sossegar o facho e parar. Temos que nos contentar  com umas pedaladas, natação, elíptico na academia (arg!). Vale tudo. Menos correr.  Obedecer nosso corpo e o carrasco do médico pra podermos voltar cheios de gás.  Ah, que vontade de correr….

Aí não foi lesão, mas algo comum a corredores também: queda!

Exibindo os 2 troféus: a medalha e as cicatrizes


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amarelou ou não amarelou?


Em semana de olimpíada falou-se muito da atleta do salto com vara Fabiana Murer que, dando como “desculpa” os fortes ventos, desistiu da última tentativa de salto e ficou  fora da competição. Para alguns, apenas um mau dia da saltadora, para outros, uma grande "amarelada".
Desculpa ou não, o fato é que os atletas olímpicos são vistos como heróis e, como tal, não se espera que desistam de uma competição.
Podemos ter centenas de lembranças de vitórias nas olimpíadas, mas quem irá esquecer a cena da suíça Gabriele Andersen se arrastando na chegada da maratona feminina? Eu não lembro qual ano foi, nem onde foi, mas a chegada dela tropeçando, lutando pra alcançar o final, sendo acompanhada de perto por médicos, com certeza nunca sairá da minha memória, assim como permanecerá para sempre a cena em que o nosso maratonista Vanderlei Cordeiro foi agarrado por um louco também na final de uma maratona olímpica e mesmo assim continuou a prova, chegando em 3º. lugar.
Esses sim! Não pararam e nem desistiram mesmo diante de obstáculos bem mais fortes. Verdadeiro espírito olímpico e uma determinação de heróis, que é o que verdadeiramente são.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

4o. Pé na Carreira - 29/7/2012


Domingo, dia 29 de julho, final de férias com a prova que, desde a sua 1a. edição gosto muito de participar: o Pé na Carreira.



segunda-feira, 16 de julho de 2012

6a. Corrida do Fogo em Limoeiro do Norte- calor, passeios e diversão no interior do Ceará


Minha decisão de participar este ano de corridas de rua no interior do Ceará e sentir como anda, ou melhor, como corre esse esporte fora das ruas da capital, começou esse final de semana com a 6ª. Corrida do Fogo na cidade de Limoeiro do Norte, que fica a pouco mais de 200km de Fortaleza.



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Peru -um país encantador



E a viagem chegou ao fim com gosto de quero mais. Muito mais.
O Peru pra mim foi uma surpreendente e maravilhosa descoberta,  com seu colorido, seu povo simpático, sua diversificada culinária e tantos lugares lindos.
Eu não esperava encontrar um  país tão preparado em termos de recepção turística.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Huacachina e Ilhas Ballestas


Os 700km que separam Arequipa de Huacachina foram feitos a bordo da companhia de ônibus mais mencionada pelos turistas no Peru, a Cruz Del Sur. As passagens por essa empresa geralmente são bem mais caras do que as outras, mas a diferença é sentida logo na rodoviária, com uma sala de espera vip para os passageiros, na sua grande maioria,  turistas estrangeiros.
Ônibus confortável, com direito a lanchinho de jantar, foi o suficiente para uma noite bem dormida e por volta de 9 horas da manhã chegamos na cidade de Ica, porta de entrada para  Huacachina, para onde seguimos de taxi.
Huacachina não é uma cidade. É um pequeno oásis.
Dunas e mais dunas de areia e uma lagoa com palmeiras em volta, é um daqueles lugares que deslumbram na primeira olhada. Surreal.



domingo, 1 de julho de 2012

Arequipa


Eu estava com muito receio do estado do ônibus e da estrada em que faríamos a viagem de aproximadamente 400km, de Puno para Arequipa, em um percurso ladeira abaixo, provavelmente perigoso.
Mas o ônibus leito tinha boas cadeiras, eu estava cansada, era de noite, não vi a estrada, portanto não tive medo e seja o que Deus quiser!
E até deu pra dormir durante as 5 horas que durou a viagem.
Chegamos em Arequipa ainda escuro e ficamos na movimentada rodoviária tomando café da manhã até que finalmente clareou e fomos para nosso hotel, que já estava reservado.
A Casa de Tintin, nosso B&B, é bem agradável, quarto legal, pessoal super atencioso e simpático, localizado em um bairro residencial da cidade e, o melhor de tudo, ao lado do rio Chili e de frente pro majestoso vulcão Misti (5822m), a maior atração de Arequipa, também conhecida como a “cidade branca” ou a “cidade do céu sempre azul”, que teria sido fundada em 1540 pelo explorador espanhol Francisco Pizarro, no local de uma antiga cidade inca.


Rio Chili

sexta-feira, 22 de junho de 2012

De Cusco à Puno e Copacabana, no Lago Titicaca

De Cusco, o próximo destino seria conhecer o Lago Titicaca que tem duas paradas obrigatórias: Puno, no lado peruano e Copacabana, no boliviano.

Os 390km que separam Cusco de Puno podem ser feitos em ônibus, trem ou mesmo de avião, chegando no aeroporto da cidade de Juliaca. Como quase tudo no Peru é muito bem explorado turisticamente, existe uma excursão que faz esse percurso com paradas em locais interessantes, em um excelente ônibus turístico, com saída de Cusco às 7 horas da manhã e chegada na cidade de Puno às 17 horas.
Essa excursão é chamada “Ruta Del Sol”.

Com um excelente guia, o roteiro começou parando na localidade de Andahuaylillas para apreciarmos a igreja conhecida como a “Capela Sistina das Américas”.
Depois, a cidade de Raqchi, com seu templo dedicado a um Deus Inca e logo em seguida, parada para almoço com comidas típicas.


Raqchi

domingo, 17 de junho de 2012

Corrida do Colégio Militar de Fortaleza - 1a. prova do ano do Bruno


Uma pequena pausa nos posts sobre o Peru para deixar registrada a 1ª. corrida do ano com o Bruno, meu filho.
A prova foi a do Colégio Militar de Fortaleza.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Cusco (ou Cuzco) e Machu Picchu



Quando se fala em Peru, fala-se sempre em Machu Picchu. Aliás, fala-se primeiro em Machu Picchu pra depois falar em Peru.
Muito já se escreveu sobre a capital inca – Cusco – e a “cidade perdida dos incas” Machu Picchu. Sobre esses escritos eu geralmente não me interessava pois achava impossível um dia conhecer esses dois lugares.  Ouvia e lia tantos relatos sobre enjôos, dores de cabeça, falta de ar e outros “passamentos” por causa da altitude do local (3440), que nunca me interessei. Sou mole demais pra viajar e ficar passando mal!
Mas ano passado passei por um teste de fogo na Bolívia, onde cheguei a 5000 metros de altitude e fiquei segura pra encarar o tão famoso Machu Picchu. E meu plano era encarar em grande estilo: fazendo a caminhada de 4 dias/3 noites pelo caminho inca. Caminhando de dia e dormindo em barracas à noite, por 42km.
Lamentavelmente esse plano inicial não foi possível, pois o governo peruano limita a 400 pessoas/dia no caminho e quando fui comprar minha trilha, esse limite já estava esgotado.
Mas tudo bem. Iria de trem mesmo.

De Lima pra Cusco (1100km) fomos de avião (http://www.taca.com), num vôo tranqüilo de 1 hora de duração.
Um pouquinho mais experiente, ainda dentro do avião tomei um comprimido pra dor de cabeça (e continuei tomando nos próximos 3 dias a qualquer sinal de peso na cabeça) e a altitude passou praticamente despercebida.


Chegada em Cusco e recepção com chá de coca

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Lima e a Meia Maratona


Exatamente um ano se passou até eu realizar meu desejo de conhecer o Peru e participar de uma prova de corrida de rua por lá.
Estou de volta depois de 15 maravilhosos dias em um país que foi uma agradável surpresa pra mim devido a tantos lugares lindos que conheci e dos quais falarei em posts posteriores. Por enquanto, começarei  pelo início: Lima e a prova.
Depois de pouco mais de 15 horas entre aviões e espera em aeroportos, cheguei em Lima no sábado pela manhã extremamente cansada e me deparei com uma cidade totalmente diferente da que eu tinha na minha imaginação.
Nas margens do Pacífico, com 7,6 milhões de habitantes (30% da população do país), Lima é uma metrópole de ruas engarrafadas, moderna e bonita. Muito bonita.
A temperatura estava excelente, sempre em torno de 20oC e o céu, totalmente nublado, fez com que eu ficasse o tempo todo esperando a chuva desabar. Somente depois descobri que o céu de Lima é assim mesmo. Nos meses de maio a dezembro ele é plúmbeo (essa palavra me veio agora, tempo de colégio) e nunca se vê o sol nem a lua e somente de janeiro a abril ele fica azul. Na verdade, há mais de 20 anos não chove na cidade (devido sua posição geográfica).

Depois de deixar as malas no hotel e de almoçar um delicioso “tacu tacu” com frango (especialidade peruana de arroz e feijão) minha preocupação era pegar o kit da corrida.

Tacu Tacu com Frango

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Treino em Arequipa - Peru a 2300m altitude

Sempre quis saber como seria treinar em alta altitude e quando estive na Bolívia no ano passado, apesar da vontade, a preguiça foi maior e terminei nao realizando meu desejo.
Hoje, em Arequipa, finalmente fiz meu treino em altitude:2300 m.
Final de tarde, temperatura excelente (20oC) e lá fui eu.
Com medo de nao saber voltar pro hotel, fiquei dando voltas e mais voltas pela redondeza, maravilhada em poder correr nesse local, sempre tendo o vulcao Misti como paisagem e montanhas com seus cumes branquinhos do gelo.



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Projeto Peru - maio 2012 - Agora eu vou!


Agora eu vou!



O projeto era pra maio de 2011. 
Meia Maratona em Lima, no Peru, mas minha velha lesão no pé não me deixou ir.
Então a idéia pulou pra dezembro de 2011. Não correria em Lima e sim na Bolívia, mas a viagem seria uma só.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Medio Maraton de Valencia - novembro 2010


“Após meus irmãos e pais terem decidido que iríamos comemorar os 70 anos de minha mãe em uma viagem por Portugal, foi minha vez de correr para a internet e procurar uma corrida de rua pela Europa na mesma época. Logo após a data do aniversário encontrei a  20ª. MEDIO MARATON DE VALENCIA, na Espanha, no dia 21.11.2010 (www.mediomaratonvalencia.com).



sábado, 5 de maio de 2012

Portugal e Espanha no Aniversário da Matriarca- 2010



Em 2010 fiz uma viagem de um modo diferente das que costumo fazer. Diferente porque, fugindo do meu esquema tradicional de pesquisar os locais e reservar hotéis, dessa vez eu fui de “convidada” e não me preocupei com nada. Deixei-me levar.
Explico: em novembro minha mãe completou 70 anos e, como presente, resolveu que iríamos todos comemorar seu aniversário em Portugal. Meus irmãos então montaram o roteiro e ficaram encarregados também da reserva dos hotéis. O aniversário com a presença de todos seria em Portugal. Depois, eu iria com meus pais pra Espanha, onde correria a Meia Maratona de Valência e seguiríamos para uns dias em Barcelona.


Desembarcando em Lisboa

sábado, 28 de abril de 2012

Barato do Corredor



Depois de passada a Meia Maratona de Fortaleza, um amigo que fez sua estréia em corridas de rua naquela prova (aliás, fez praticamente sua estréia em corridas, uma vez que só treinava em esteiras e o máximo que tinha feito foram 10km. Louco!), veio me falar o seguinte:
- Lia, eu ia correr só os 10. Aí, na volta dos 10, achei que dava pra fazer mais um pouquinho. Qualquer coisa eu voltaria quando cansasse. Ai, fui indo, fui indo, e quando vi, já estava na volta dos 21. E não é que eu senti “aquela” sensação que os corredores falam?! Senti uma coisa muito boa. Tão boa que fiquei cantando sozinho, na maior animação!
Achei engraçado isso. E lembrei quando, há muito tempo, quando eu ainda tinha uma verdadeira aversão a correr, uma amiga, corredora apaixonada, com os olhos brilhando me falou desse “tal” sentimento. Falou-me de adrenalina, endorfina, serotonina.  E, naquela ocasião, fiquei olhando, ouvindo-a falar e pensando cá comigo “mas que besteirada! Tá viajando...”.
Pois é..... O mundo dá mesmo muitas voltas.
Dessa vez, eu fiquei olhando pro meu amigo e pensando “Ôxe! Só sentiu isso agora? Como é que pode? Eu sinto essa euforia praticamente todos os dias que treino!”

Pra quem não conhece, é o chamado “barato do corredor”. Em inglês, “runner’s righ”.