sexta-feira, 13 de julho de 2012

Peru -um país encantador



E a viagem chegou ao fim com gosto de quero mais. Muito mais.
O Peru pra mim foi uma surpreendente e maravilhosa descoberta,  com seu colorido, seu povo simpático, sua diversificada culinária e tantos lugares lindos.
Eu não esperava encontrar um  país tão preparado em termos de recepção turística.


Não tive qualquer  problema  com as agências contratadas. Todas muito profissionais e competentes.  Em todos os locais que fui, sempre tinha uma infraestrutura montada para atender os visitantes.
Hotéis, passeios, guias treinados e taxas. Taxas para tudo. Até para andar nas dunas de Huacachina de buggy paga-se taxa. Mais ou menos como se fôssemos passear pelas dunas do Cumbuco e tivéssemos que desembolsar alguns reais.
Felizmente o custo por lá não é alto. Hotéis e alimentação bem mais baratos que no Brasil e passeios também a um bom preço. O único inconveniente é que é preciso saber pechinchar. Sempre.
As taxas governamentais são tabeladas, mas os passeios variam bastante de preço e aí o freguês precisa gastar tempo, paciência e lábia pra negociar e conseguir preços melhores. Em "Nuevo Sol", a moeda do país,  usualmente chamada simplesmente de "soles".
Em relação a saber pechinchar, quem não sabe tem que aprender logo de cara ao usar os táxis. A tarifa de táxi no Peru é praticamente de graça se comparada com a do Brasil, mas eles não usam taxímetro. Então, ANTES de entrar no táxi as pessoas precisam combinar o preço da corrida com o motorista, do lado de fora, com a cabeça na janela do passageiro. Nessa hora, percebendo que o passageiro é turista, eles exploram mesmo. Eu aprendi uma tática que era já sair sabendo o valor do meu percurso e ao ser deixada no local, perguntava logo pro taxista quanto seria a corrida pro meu próximo destino. Deu certo, mas, como não gosto de negociar preço,  saí do Peru querendo distância de taxista e  já pensando em usar os ônibus como transporte somente pra não passar por  essa etapa obrigatória de barganha.
O Peru investe no turismo e está tendo o retorno com muitos visitantes de todas as nacionalidades, principalmente americanos e europeus.
Cusco, como era de se esperar, foi o local mais lotado. Tanto, que muitas vezes o vai e vem de pessoas atrapalhava e roubava um pouco a beleza dos lugares.
Chamou-me a atenção em Cusco o “tipo” de turista. Muitos grupos da 3ª. idade. Eu, que não tinha ido antes por receio à altitude,  achei super legal ver tantas pessoas mais velhas, por vezes com a ajuda de bengalas, encarando as subidas nas ruínas, em uma altitude de mais de 3 mil metros, com uma grande naturalidade. Disposição que não vejo no Brasil.
O país também é tranqüilo em relação à segurança. Não presenciei nem ouvi falar sobre roubos, furtos ou violência e caminhei por lá sem problema em todos os locais.
Os peruanos são pessoas muito simpáticas e amáveis, de sorriso e conversa fáceis. Tirando Lima, onde as pessoas são mais "globalizadas", com seus celulares, mp3 e jovens cosmopolitas, o que vi pelo restante do país foram pessoas simples, humildes. Mas nem por isso vi pedintes ou mendigos nas ruas. Pessoas simples e pobres, sempre vendendo artesanatos, mas nunca pedindo esmolas.
Apesar de toda essa simpatia, o trânsito nas cidades é estressante com tantas buzinas. É uma verdadeira sinfonia de buzinas que por vezes me deixava zonza. Do jeito que tenho horror a barulho, com certeza, se eu morasse por lá, teria que fazer terapia pra sobreviver a esse costume nacional.
De avião, ônibus, barco, trem, foram 15 dias e pouco mais de 3000 km rodados em um país com 29 milhões de habitantes, onde a língua oficial é o castelhano, mas que ainda preserva - e fala - as duas principais línguas nativas, o quíchua e o aimará, que inclusive são ensinadas nas escolas, como forma de manter a tradição e cultura.
Preservam também seus costumes e têm orgulho da sua história. Um povo bastante religioso e crente. Uma religiosidade que me pareceu totalmente “misturada”, principalmente na região de Cusco, onde em todas as igrejas, Jesus tinha por túnica os saiotes usados pelos incas e nas pinturas onde a Santa Ceia era retratada, podia-se ver os alimentos locais, como o cuy, o milho e a chicha no lugar do pão e do vinho.
Situado em uma região propícia a tremores de terra, a população faz constantes simulações para prevenção de terremotos e me assustou um pouco as placas de sinalização indicando rotas de evacuação em caso de tsunami e locais seguros em caso de terremotos.
Felizmente passei os 15 dias sem risco de nenhum desastre natural e as recordações que trouxe do país foram maravilhosas e inesquecíveis. Tanto, que penso em voltar um dia. Rever Lima com mais calma e descobrir novos lugares e paisagens que agora sei que existem.
Voltarei sim, Peru.

 

















Canion Del Colca


Chicha morata

Cusco


Lima

Lima

Lima



Miraflores - Lima








Vale Sagrado dos Incas









O Cuy!


















Machu Picchu




























Isla de La Luna





Arequipa

Arequipa










Oxigênio para ajudar no mal de altitude




Huacachina

Paracas

Ilhas Balestas


El Beso - Lima

Lima

Lima










Circuito Mágico das Águas - Lima



Roteiro

6 comentários:

Anônimo disse...

Lia
AS fotos estão maravilhosas !
Que país diferente do nosso, sendo tão próximo!
Bjo linda.
Tânia

Marcelo disse...

Massa demais o Peru, mas melhor mesmo é teu blog e as fotos. Valeu pela descrição detalhada. Muito bom!

Celo

Anônimo disse...

Parabéns pelo relato, pelas fotos e pelas dicas, adoro lugares rústicos e que preservam suas tradições, fiquei com vontade de conhecer, quem sabe um dia.... mais uma vez parabéns, as fotos ficaram belíssimas.
Lorena

Blog do Wilkie disse...

Relato emocionante, Lia.
A sequência de fotos é um poema...

Anônimo disse...

Lia, as fotos estão maraaaaavilhosasssssss! Belo e diferente o Peru.
Parabéns
Bj,
Cláudia

Leila disse...

Excelente relato, Lia! Estou voltando do Peru e senti o país exatamente como você o descreve. Estou encantada. Também quero voltar um dia. Não fui a Arequipa e Puno. Ficaram para a próxima. Suas fotos estão lindas! Parabéns!