quinta-feira, 18 de junho de 2015

Um pouco de Inhotim e Ouro Preto com direito a trem e minas em Mariana

Que me desculpem os belo-horizontinos, mas quando penso em Minas Gerais, costumo lembrar mesmo é de Ouro Preto (além do pão de queijo, do feijão tropeiro, do torresmo e da cachaça!).
Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Congonhas. Enfim, as cidades históricas que conhecemos ainda crianças através dos livros escolares.
E mesmo quem já conhece, não se furta de voltar e curtir as ladeiras (tá certo.... nem todos!), o visual lindo daquela região e o friozinho.
Comigo não foi diferente e, decidida a correr a Meia Maratona Estrada Real, a oportunidade de levar meus filhos para conhecerem as cidades históricas, eu não perderia.

Mas antes, fiz um programa desconhecido também para mim: Inhotim.

Distante 100 km do aeroporto de Belo Horizonte, com área de 20,023 km², Inhotim é considerado o maior centro de arte contemporânea ao ar livre da América Latina e foi para lá que, depois de alugarmos um carro, partimos direto do aeroporto.
Chegamos ainda cedo, o estacionamento estava quase vazio e as filas ainda  se formando.
Arte, pra ser bem sincera, nunca foi meu forte, portanto, confesso, não me entusiasmei com essa parte.
No entanto, achei o paisagismo simplesmente lindo! Jardins lindos, lagos, muito verde, plantas exóticas, fragmentos da mata atlântica.



Inhotim


Pelo que li em blogs antes de visitar o local, para que se possa ver tudo com calma,  são necessários 2 dias.



Intrusa de rosa

Eu vinha de dois voos cansativos, esperas em aeroportos,  dirigindo em estrada e estava muito, muito cansada, mas mesmo assim caminhei bastante com os meninos, porém, claro que não cheguei a ver todos os atrativos.
Foi uma visita interessante. Se tirasse o sono e cansaço talvez tivesse visto com outros olhos...

De Inhotim pegamos um pouco mais de 100km em direção a Ouro Preto. Me ensinaram uma estrada (até agora não sei direito qual era), cheia de curvas e só subindo em direção a um ponto para pulo de voo livre. Pensei ter tomado a rota errada, mas finalmente deu certo e acabamos desembocando na Estrada Real.

No caminho, paramos na beira da estrada no “Museu Jeca Tatu”, próximo à cidade de Itabirito, um local super bacana, cheio de coisas antigas, de discos a objetos e revistas. Viajei um pouco no tempo e pude mostrar diversas coisas para os meninos, que claro, sequer conheciam.
Ainda tomamos um café com nosso 1o. pão de queijo “original”.












https://www.youtube.com/watch?v=LHWFRw--Zho



Em Ouro Preto, antiga Vila Rica e capital de Minas Gerais,  o mais legal é mesmo “bater perna” pelas ladeiras apreciando os casarões antigos, tomar um chocolate quente, olhar as lojinhas de artesanato, ver o movimento na Praça Tiradentes.



Apreciando


Mas também cumprimos as principais atrações da cidade:

Igreja de São Francisco: obra-prima de Aleijadinho com pinturas de Manuel da Costa Ataíde. Em frente à Igreja, uma pracinha com diversos artesãos de pedra sabão.



Igreja de São Francisco e a feirinha de pedra sabão


Igreja Nossa Senhora do Pilar: famosa por ser a segunda igreja mais rica do Brasil, com seus mais de  400kg de ouro.

Museu da Inconfidência: antiga Casa da Câmara e Cadeia da cidade,  localizada na Praça Tiradentes. Museu muito interessante onde estão expostos diversos documentos e objetos da Inconfidência Mineira, além de obras de arte. Em uma sala encontram-se  os despojos dos inconfidentes.



Museu da Inconfidência


As demais igrejas e museus, nós não vimos. Criança/adolescente tem uma paciência bem pequena para esse tipo de programação, mas no fim, creio que alguma coisa ficou. Pelo menos acho que aprenderam que Aleijadinho era  filho de um português com sua escrava e que o nome Ouro Preto foi dado à cidade devido à cor escura do ouro encontrado por lá..... J

Em Ouro Preto, nosso hotel bem que também poderia ser uma atração turística.
O Pouso do Chico Rei é um casarão que fica em uma região privilegiada, ao lado da Igreja do Carmo e de frente pras montanhas. Um casarão com móveis antigos,  que suas donas abriram como hotel com a intenção de servir de hospedagem na cidade para amigos intelectuais e artistas. Desse modo, passaram pelo local ninguém menos que Vinícius de Moraes, Jean-Paul Sarte e Simone de Beauvoir, Burle Max, Jorge Amado e Zélia Gatai, Pablo Neruda, dentre outros.



Sala do café da manhã do Pouso do Chico Rei



Poema de Vinícius de Moraes para Lili, dona do hotel


Um dos passeio bate/volta é ir de trem para a cidade de Mariana.
O passeio de 50 minutos de duração é chamado de Maria Fumaça mas na verdade o trem é normal. A locomotiva da antiga Maria Fumaça fica mesmo paradinha para quem quiser bater foto.




Demos sorte porque ao nosso lado havia um casal que tinha contratado um guia que foi falando e contando histórias das Gerais durante todo o trajeto. Mais um pouco de aprendizado para mim e os meninos e o passeio valeu pelo visual da  Serra do Espinhaço.



Paisagem durante o passeio de trem


Chegando em Mariana, fomos direto (como quase todos que estavam no trem) para a Catedral da Sé.
Era dia de um programa bastante diferente: concerto do órgão Arp Schnitger.
Esses concertos de 1 hora de duração acontecem sempre nas sextas-feiras e domingos, desde que o órgão foi restaurado. Outro programa de aprendizado para quem não tem costume de ouvir esse tipo de música,  mesmo que em alguns momentos pareça meio monótono.



Catedral de Mariana



O famoso órgão


Na volta, a ideia era já parar para visitar a Minas da Passagem, entre Mariana e Ouro Preto, mas decidimos retornar no dia seguinte pela manhã.

Essa programação, apesar da demora de espera na fila, com certeza foi algo que agradou aos meninos (e a mim).
Maior mina de ouro aberta à visitação pública no mundo, foi explorada pelos ingleses que “futricaram” o máximo que puderam por dentro da terra à procura do metal, abrindo o que é hoje um buraco enorme que fica a 120 metros da superfície e por onde chegamos através de um carrinho em trilho, em um percurso de 315 metros de extensão. Dessa mina foram retiradas 35 toneladas de ouro.



Descendo de trenzinho


Um guia desce conosco e explica a história do local e uma das coisas bem interessantes é que embaixo existe um lago de 8 metros, onde atualmente mergulhadores o utilizam para a prática de mergulho em cavernas, alcançando mergulho de até 74 metros de profundidade.






E foi assim nosso breve, mas divertido e cultural passeio por Inhotim, Ouro Preto e Mariana.
De quebra, ainda foi aniversário do meu pinguinho, deixando tudo mais especial. Espero que ela lembre desse aniversário!



Comemorando os 11 anos





Dicas para quem vai:

Inhotim: chegar cedo para evitar filas na entrada. Se você já vai direto do aeroporto, como eu, pegue a estrada em direção a São Paulo (BR 381). É na mesma direção da cidade mineira de Betim e Inhotim fica em  Brumadinho.

Hotel em Ouro Preto: www.pousodochicorei.com.br

Maria Fumaça Ouro Preto/Mariana: existem dois horários de trem tanto na ida quanto na volta, de sexta a domingo. A dica é, se possível, comprar com o bilhete no dia anterior e, se não for possível, chegar cedo na estação para fazê-lo. A volta pra cidade de onde você saiu de trem, nós fizemos de ônibus de linha. Super tranquilo. www.turismoouropreto.com/maria-fumaca

Concerto do Órgão: às sextas-feiras às 11:30 horas e aos domingos às 12:15 horas.

Minas da Passagem: abre a partir das 9 horas, então, chegar cedo para evitar filas


Mais fotos:

Inhotim



















Museu Jeca Tatu


Saudade de Grapete











Praça Tiradentes em Ouro Preto




Trem da Vale . De Ouro Preto a Mariana



No trem




Uma das cachaçarias de Ouro Preto

Ouro Preto










Arte na pedra sabão



Hotel Pouso do Chico Rei













Ladeiras de Ouro Preto



Rua do hotel




Minha garimpeira



Descendo para a mina






Mergulhadores de cavernas




























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