terça-feira, 1 de novembro de 2011

Maratona Caixa do Rio de Janeiro - 18 de julho de 2010

“Olá Hamilton e leitores do blog!
É com enorme satisfação que dou notícias para vocês, completei pela 2ª vez a distância de 42.195 km em uma prova de corrida de rua, na “Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro”.

A prova, com previsão de 20 mil inscritos, na verdade, consta de 3 corridas: Maratona, largada da Praça do Pontal do Tim Maia, Praia do Recreio, às 7:30h; Meia Maratona, largada da Praia do Pepê, Barra da Tijuca, às 7:00h; Family Run (6km) – largada do Aterro do Flamengo, às 8:00h. Todas as provas com chegada no Aterro do Flamengo.
Diferente da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, da qual participei nas duas últimas edições, a retirada do kit dessa prova fica no bairro do Estácio, em um local bastante espaçoso, com vários quiosques de material esportivo, mas o que me chamou a atenção foram as filas pra retirada do kit. Bem grandes mesmo. Nunca tinha visto algo assim.


                          Kit dos 42k e dos 21k



Kit (camiseta, boné, gel, revista de corrida, revista da maratona) na mão, é hora de participar de um evento que vem se tornando obrigatório para mim nessas provas pelo Brasil afora: almoço (ou jantar) de massas organizado por membros de alguma comunidade de corrida de rua do Orkut. Dessa vez, o almoço foi organizado por corredores da comunidade “Loucos por Corrida”.
Conhecer pessoas com minha mesma paixão – corrida – é um dos principais motivos que me levam a viajar para correr. Esses eventos, no meu caso sempre organizados através da internet, são uma alegria, como já aconteceu na São Silvestre, Meia do Rio e Pampulha. Esse almoço pré-maratona não foi diferente. Além de amigos já conhecidos, feitos na São Silvestre e os quais já tive o prazer de reencontrar no Rio, em corridas e fora delas, como Cátia, Michelle, Reem, Manu, Lediana, conheci outros tantos, como Fernanda, Marina, Marco, Márcia (que não correu por estar lesionada, mas foi meu anjo na chegada da prova ao me ver exausta a ponto de não poder me abaixar e se ofereceu pra retirar meu chip do tênis) e outros.





                          Não poderia faltar o brinde!

Também houve alguns jantares de corredores (aos quais preferi não ir, para começar cedo minha concentração pros 42 km), inclusive o oficial da prova, na churrascaria Porcão, com a presença de artistas globais e esportistas, com renda revestida para o Criança Esperança, ao custo de R$ 60,00 por pessoa.
Cheguei ao Aterro às  5:00h   para pegar o ônibus, que estava a disposição dos atletas, que acrescentaram  R$ 5,00 à taxa de inscrição. As saídas começaram às 5h da manhã e, até às 5:40h, de 5 em 5 minutos havia ônibus. Tudo muito bem organizado.


                            Largada nublada. Eu e Duda (estreando nos 42k)


Largada sempre uma festa. Muitos estrangeiros, amigos conhecidos em todas essa corridas. Clima excelente, nublado, temperatura sempre por volta dos 21°C. E lá vamos nós!  Os primeiros 30km são um deserto: asfalto, marzão e um bando de loucos. O público estimulando e torcendo começa, juntamente com o cansaço, a partir do Leblon, o que vem a calhar.


                          Concentração na largada, com os Baleias de Belo Horizonte e um grupo de diabéticos do Canadá

Prova super bem organizada. Água a vontade, 2 postos com isotônico, um com gel, 4 paredes de som eletrônico ao longo do percurso. Minha camiseta, usada por baixo da camiseta oficial da prova (que era regata), deixava ver um “Fortaleza-CE” e os corredores sempre me falavam espantados :”Pôxa, lá do Ceará pra correr aqui?!”. Fiquei imaginando que, se maratonistas fanáticos ficavam espantados, imagina quem não era corredor! A certa altura, até eu mesma pensei isso… E me perguntei durante boa parte do percurso: será que somos heróis ou malucos mesmo? Estou quase convencida da 2ª alternativa…


                                       Passando pelos 41


Mas foi tudo bem. Não tive o prazer nem a emoção de passar pelo tapete de chegada com meus filhos, como em Curitiba, mas me emocionei de verdade ao ganhar um abraço suado e molhado de lágrimas de uma corredora que chegou juntamente comigo.


                        Faltava pouco. Cristo Redentor assistindo.


Mais uma vez fiquei satisfeitíssima em terminar inteira, sem dor ou lesão. A medalha é lindona. Digna de 42 km. Próxima maratona? Por enquanto é aquilo: neeeeem pensar! Nunca mais! Deus me livre!
Será?
Valeu, Rio!”


                           Finalmente cheguei!



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