domingo, 17 de junho de 2018

Peso da Régua, o centro da bela região do Douro Vinhateiro, com Pinhão e Lamego (Portugal - maio/2018)


Peso da Régua

O Douro Vinhateiro, ou simplesmente Douro, é a região do nordeste de Portugal  voltada estritamente para a produção vinícola, criada e demarcada para isso em 1756 pelo Marquês de Pombal. Mas não é “simplesmente” uma região para os amantes do vinho, também o é para os apreciadores de uma bela paisagem. A região é belíssima! E nós ficamos exatamente no centro do Douro num lugar pequenino estranhamente chamado de Peso da Régua.

O nome deve-se ao fato de antigamente serem 2 pequenas cidades, o Peso, localizada nas encostas, e a Régua, a parte baixa, que cresceu com a chegada da ferrovia. Acabou que juntaram as duas localidades transformando-as em uma única cidade e Peso da Régua hoje é conhecida como a capital internacional do vinho e da vinha.
A região central da cidade é pequenininha. São 17 mil habitantes (censo 2011). Ao seu redor, as encostas com plantações de uva a perder de vista são ocupadas pelas inúmeras quintas.
Na frente da cidade, a majestade do local: o Rio Douro.
Eu me apaixonei pela beleza existente. A tranquilidade, o calçadão à beira do rio, as encostas verdinhas naquele maio ainda com as parreiras crescendo. Quando estiverem recheadas de uvas deve ser mais belo! Não à toa a região foi considerada pela UNESCO Patrimônio da Humanidade.

Rio Douro

A Régua (é assim que é chamada) está num crescente turístico. Restaurantes novos estão sendo abertos para atender os vários cruzeiros pelo Rio Douro que ali param. A maioria vem da cidade do Porto, mas alguns chegam da Espanha, de onde nasce o Douro.

Navios de cruzeiros aportados no cais da Régua

Além desse ponto central, existem as cidades no entorno, das quais conhecemos duas: Pinhão e Lamego.
Pinhão é ainda menor. Fomos para lá de "comboio", apreciando toda a beleza da região, até descermos em uma estação de trem miudinha, parecida pintada à mão, com azulejos portugueses retratando a vida nas vinhas a decorá-la. Me pareceu  que Pinhão vive e existe única e exclusivamente por e para o vinho e a Wikipedia "me disse" que lá existem 648(!!!) habitantes! Cidade mínima mas é de lá que sai quase toda a produção do famoso Vinho do Porto.

Estação de trem de Pinhão

Eu e minha amiga Neide seguimos caminhando à esmo até chegarmos aleatoriamente em uma vinícola, a Quinta do Bonfim. As visitas guiadas estavam esgotadas então pegamos um “passe” com um mapa para andarmos explorando sozinhas a vinícola, pelas suas plantações. Ao final, um bacalhau no almoço enquanto aguardamos o trem para voltarmos pra Régua.


Vinha da Quinta do Bonfim
Rua principal de Pinhão

Já para a cidade de Lamego, distante 17 km da Régua, nós fomos de carro com os amigos Pascale e Carlos Henrique que haviam chegado para participar da Meia Maratona.
Foi uma passagem rápida pela cidade histórica que possui uma bela arquitetura, diversas igrejas,  destacando-se  imponente, ao final de sua extensa escadaria de quase 700 degraus, o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

Lamego e o Santuário com suas escadarias ao fundo

No sábado em que lá estivemos estava ocorrendo um festival da cereja, com inúmeras barracas vendendo a fruta, além de doces e licores e um palco com danças. Festa inesperada para nós.

Cerejas!!!

Lamego com certeza merecia uma visita mais demorada, porém, tínhamos 21km para correr no dia seguinte e optamos pelo descanso. 
Eu AMEI 😍 o pouco que vi da região do Douro! Fiquei três dias e em todos eles eu me deliciei apreciando a paisagem ao meu redor. Deu vontade de voltar, de carro, com calma e conhecer as demais cidades. Deu vontade de fazer um cruzeiro pelo rio. Deu vontade de ficar. E olha que eu nem sou chegada a vinho! Imagina se fosse!!!! 😃😄

Dicas para quem vai:

Como ir: Fomos de Braga para Peso da Régua de ônibus. Quem parte da cidade do Porto, creio que o trem seja a melhor opção. 

Locomoção: como a região é extensa, com várias quintas a serem visitadas, algumas com miradouros altos para apreciar a paisagem, creio que ter um carro é o melhor, mas para quem não estiver de carro, a locomoção entre as cidades pode ser feita de ônibus ou de trem e de taxi para as vinícolas. Consultar sempre com antecedência os horários de ida/volta dos trens/ônibus.

Hotel em Peso da Régua: a oferta de hospedagem na cidade não me pareceu grande. Dessa vez usei o Airbnb e fiquei num excelente local, bom anfitrião, quarto privado com banheiro (um pouco pequeno para duas pessoas), em frente ao rio, a 500m da estação de trem/ônibus. Perfeito para quem não tem carro. O dono dos apartamentos é o Antônio e no Airbnb está como Douro X1 (Casa do Rio 1). Ver fotos no final. O Antônio também tem hospedagem em sua "quinta". Ver no site: https://dourox1.com/

Restaurante em Peso da Régua: comemos em alguns restaurantes, todos muito bons (algo comum em Portugal), mas o melhor foi um pequenino, suuuper simples, por trás do Museu do Douro, que servia poucas opções de pratos e no qual entramos porque tinha muita gente (sinal de boa comida) e era barato (😁😁) mas foi a melhor vitela que comemos nessa viagem! Anotem o nome: Restaurante Tio Manel.

Como ir para Pinhão ou outras cidades da região: pode-se ir de carro, mas outra excelente opção é pegar o trem que vai serpenteando entre as belas paisagens  e para em cidades como Pinhão. Na verdade esse trem faz parte da Linha do Douro, que parte do Porto, com ponto final em Barca D’Alva,  numa extensão de  200km. De Régua a Pinhão são 30 minutos.

Vinícolas: existem inúmeras! Me recomendaram a Quinta do Seixo e a Quinta do Bonfim principalmente por causa da vista que se tem dessas duas quintas, mas é preciso estar de carro para ir aos mirantes desses locais. Se quer fazer visita guiada, não esqueça de agendar com antecedência.

Comboio Histórico do Douro: só funciona de junho a outubro, portando não deu para fazer, mas fica a dica. Em locomotiva a vapor, o passeio parte da Régua e vai até Tua, com provas de vinho e música. Site para maiores informações: https://www.cp.pt/passageiros/pt/como-viajar/em-lazer/cultura-natureza/comboio-historico

Passeios de barco pelo Douro: esses passeios existem tanto no Porto, quanto em Peso da Régua quanto em Pinhão e possivelmente existe nas outras cidades ao longo do rio, então, é só procurar o cais da cidade e ver os horários.

Como ir a Lamego: não existe trem, mas ônibus.

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Mais fotos:

Peso da Régua:

Dentro do ônibus, já pela região do Douro

Estação de trem em Peso da Régua
Peso da Régua



Museu do Douro
Interior do Museu do Douro


O "Galo de Barcelo" da Régua 😄

Vista do hotel da Neide (foto: Neide)





Eu e Neide. Brinde à vida e ao Douro!

Foto: Neide



Azulejos mostrando as vinhas e Marquês de Pombal


Ruas da cidade






Coisas de Portugal..... 😁


O barco "rabelo", onde antigamente eram transportados os barris de vinho

Hoje são usados para passeios turísticos





A melhor vitela da viagem!

Casa do Rio, meu local de hospedagem

Cozinha e sala


Visão da sala


Pinhão:

Desembarque na estação de trem de Pinhão











Quinta do Bonfim






Vinhas

Uvinhas crescendo





Cais de Pinhão



Lamego:


Carlos Henrique, Pascale, Neide and me




Santuário de Nossa Senhora dos Remédios


Catedral de Lamego

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito legal, Lia! Adoro teus posts, principalmente quando eu participei da aventura
Pascale