terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Macapá, 2 dias no meio do mundo (dezembro/2018)


Marco Zero, entre os dois hemisférios do planeta

A capital do Estado do Amapá (área que fazia parte do Pará até 1943, quando foi transformada em território, sendo  elevada à Estado da Federação em 1988) tem algumas singularidades: das demais capitais do Brasil só se pode chegar à ela de avião (ou de barco), é a única capital brasileira cortada pela Linha do Equador e a única banhada pelo imenso Rio Amazonas.
Além dessas particularidades, Macapá é uma cidade pequena (menos de 500 mil habitantes), com uma orla agradável e extensa, de onde a gente pode contemplar a grandiosidade do maior rio do planeta.

Orla de Macapá e o Rio Amazonas

Por ser uma cidade pequena, dois dias são suficientes para conhecer os principais pontos turísticos com calma, podendo  começar pela orla, a partir do Trapiche Eliezer Levy, construído na década de 40 e que foi o principal ponto de entrada/saída de Macapá , e seguir pelo calçadão sempre apreciando o Rio Amazonas até chegar à principal atração da cidade e uma das sete maravilhas do Brasil, a Fortaleza de São José de Macapá.


Finalizada em 1764 com o trabalho de indígenas, africanos e soldados, com o objetivo de ajudar na defesa da Amazônia, a fortaleza tem altas muralhas brancas e no interior, as salas onde funcionavam o paiol, o hospital, a capela. É uma bela construção e proporciona uma bonita vista do rio, principalmente ao entardecer.


Interior da fortaleza
Seguindo na extensão do calçadão, mais à frente, um pequeno porto e a Orla do Araxá, com alguns bares.
Pela região central, a Igrejinha de São José, padroeiro da cidade é mais antiga de Macapá (1752).


O Marco Zero, monumento da Linha do Equador, é um passeio rápido, para brincar entre os dois hemisférios do nosso planeta e tirar fotos. 



De lá se avista-se o Estádio Zerão onde, em dias de jogo,  as torcidas ficam separadas entre o norte e o sul do planeta Terra, já que a linha imaginária passe bem no meio do campo. Cada torcida fica em um hemisfério.

Estádio Zerão

Quando eu fui, o mercado central, assim como o centro de artesanato estavam em reforma, mas em compensação me surpreendi com o Museu Sacaca, que tem esse nome em homenagem a Raimundo Santos Souza, conhecido como Sacaca, que foi importante na divulgação da medicina natural na região.


O museu tem umas salas de exposição mas o mais legal mesmo é a parte a céu aberto, com representações de casas indígenas, casa de castanheiros, dos ribeirinhos, tudo isso em meio a muitas árvores e com um "rio" cortando o local, onde tem até um barco em tamanho natural, o Regatão, com o interior tal e qual os barcos que faziam o comércio nas comunidades ribeirinhas, através da troca de mercadorias.

Casa de ribeirinhos
Casa dos colhedores de castanhas


Regatão
Objetos usados na troca no comércio do Regatão
Macapá foi mais uma capital que conheci levada pela corrida de rua e dessa vez sendo ciceroneada pelo amigo, também corredor, Leandro, que gentilmente me mostrou os pontos turísticos. Obrigada, Leandro!




Dicas para quem vai:


Hotel: fiquei no Royal Hotel e Gastronomia. Embora indique, para quem vai com o objetivo de  fazer turismo, com certeza será melhor ficar mais perto da orla, de preferência de frente pro rio.
Restaurantes: comi um Filhote ao molho de jambu delicioso na Amazonas Peixaria , restaurante de comidas locais em frente ao Rio Amazonas. Vi a recomendação do Restaurante Estaleiro e do 313 Restaurante, porém não tive oportunidade de ir. 

Compras: para que gosta de comprar, a loja Top Internacional é bem conhecida por lá e oferece produtos importados com preços parecidos com duty free.

Museu Sacaca: Museu Sacaca



Veja também sobre o Amapá: Do Oiapoque à..... Guiana Francesa! 
                                                   Meia Maratona França-Brasil

 

Mais fotos:

Trapiche Eliezer Levy



Rio Amazonas

Calçadão da orla de Macapá e a Fortaleza





Fortaleza de São José de Macapá

Entrada da Fortaleza

Interior da fortaleza



Interior

Quadro mostrando a construção da fortaleza por índios e negros



Interior do Museu Sacaca


Sala de exposição do Museu Sacaca


Museu Sacaca
Monumento do Marabaixo




Representação da casa da parteira


Quebrando o fruto da castanha

Representação da casa de farinha


Monumento das etnias

Praça das etnias
Árvores de açaí


Grupo de escola ouvindo as explicações no interior do regatão


Sala no Marco Zero com as explicações
No meio do planeta

Marco Zero
Barraquinha de açaí

Bandeirinha vermelha que indica a venda de açaí
Açaí "raiz"
Filhote ao molho de jambu da Amazonas Peixaria

4 comentários:

Mari Sereia Baleias disse...

Menina fico me babando com seus relatos. Quero viajar contigo um dia. Bora programar bonitinho? Boa Vista não deu dessa vez mas tem próximo ano e um mundo pra desbravar né? bjao!

Correndo o Mundo - Lia Campos disse...

Bora sim, Marinês!!!!!
Próximo ano bora pra Boa Vista sim!
Bjs
Lia

Leandro Damasceno disse...

Muito bom post Lia. Descreveu melhor do que eu a capital amapaense. Seja sempre bem-vinda. Bjs

Correndo o Mundo - Lia Campos disse...

Obrigada, Leandro!!!
O passeio foi DEMAIS!
Vamos voltar!
bjs